Natal de Contradições

Que alegria imensa sinto em meu coração quando olho à minha volta e percebo que estou rodeado de pessoas maravilhosas… na família, na comunidade, no trabalho, na sociedade. Me sinto muito feliz ao constatar a presença e existência de tantas pessoas do bem. Sinto-me envolto por uma manjedoura repleta de vida.

Quanta tristeza assola os porões da minha alma ao saber que muitos pobres inocentes continuam presos enquanto ladrões do dinheiro público estão sendo soltos diariamente. Quanta angústia ao saber que há uma massa de trabalhadores se dedicando dia e noite nos seus postos de trabalhos para gerar tanto lucro que é repartido apenas entre uma elite de privilegiados, inclusive em organizações confessionais. O coração sangra ao saber que num país onde se produz alimentos com abundância há milhares de pessoas passando fome e vivendo na extrema pobreza. Nessa lógica, nas hospedarias do egoísmo e da exclusão não há espaço para o Menino Deus nascer…

Quanta esperança envolve o meu ser ao crer em um Deus que não se apegou à sua condição divina… pelo contrário, humilhou-se e fez-se humano, armou sua tenda entre nós para que todos passássemos a ter uma morada. Quanta esperança invade minha alma ao acreditar que, no Natal de Jesus, a verdadeira Luz se aproxima para espantar as trevas de toda e qualquer injustiça humana. Quando olho para este acontecimento que se renova a cada ano, o Natal de Jesus, sinto que as tristezas vão cedendo lugar à alegria e às esperanças. Sinto renovar em meu ser a força do Deus-Amor que faz a vida florescer… me permitindo dizer: Feliz Natal!!!

 

Denilson Aparecido Rossi.
(Filósofo, Teólogo, Professor e Palestrante)


  • Professor Denilson, Dileto Amigo!

    Suas palavras refletem o exato sentido da teologia e mostram que filosofar é tão bom quanto professar e palestrar.

    Que sua generosidade alcance o coração dos insensatos, raspando-lhes o limbo da ganância e mostre-lhes que ainda há tempo, espaço e lugar para a prática da comunhão.

    Traga-nos sempre esses ensinamentos motivacionais, assim nos inclinaremos em tempo ao Amor ao Próximo.

    Um grande abraço.

    Prof Francisco José de Arimathea Gugik e Família.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*